Acredito que todas as pessoas são carentes, mas acredito mais ainda que aqueles que cozinham por prazer são mais. Eles, ainda que sejam tímidos, querem elogios, reconhecimento e o carinho daqueles que os cercam. Por várias vezes testei receitas que nem gostava, mas queria ver como ficava, se dava certo, se as pessoas iriam gostar. E depois que terminava, eu sentava diante da pessoa e esperava que ela comesse e desse o tão esperado parecer. Hoje em dia eu diria: que desse o "feedback". Lembro da minha irmã comendo extasiada o "quindim de iaiá" e eu que não gosto de quindim...
Voltando ao assunto dos elogios, às vezes quando eu fazia algumas coisas, minha irmã pedia para levar para a faculdade, para dar a alguns amigos. Primeiro eu me fazia de difícil, dizia que não ia dar, que tinha pouco, mas como eu gostava dos elogios (que eu sabia que viriam), preparava o "farnel" com as guloseimas. E foi assim que, já na era do facebook, depois de comer algum doce preparado por mim, um amigo de minha irmã (hoje em dia meu amigo também), "apareceu" no bate-papo pedindo: "mindá doces!", ou então ele escrevia: "moça, mindê um doce!" E eu achei aquilo muito divertido, porque me remetia à infância e por isso tinha uma leveza. Achei o máximo, porém nem cogitava vender meus doces, até que no primeiro semestre deste ano (2012) rolou um: "E se..."
Foi aí que comecei a pensar nisso pra valer e para iniciar um, mesmo que pequenino, negócio, precisamos de um nome, então, de repente, como se não pudesse ser de outra forma, me veio à mente como num letreiro luminoso: "Mindá doces!"
Obrigada ao amigo William Schneider, por, além de dar o nome sem saber, ter ficado tão feliz com minha escolha.


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