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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Encomendas partindo...


Mini cups com enfeites de costura...

3 sabores: recheio de brigadeiro mole e cobertura de ganache, red velvet e de coco com recheio de cocada mole

Com gostinho de infância: bolo de cenoura

Se a vida te der um limão, que seja em forma de cupcake!

Com recheio de brigadeiro mole e cobertura de ganache, estas fofuras foram para um chá de bebê

Uma amostra...

Quem não gostaria de ganhar um brownie desses???

Os bebês nem passam perto, lógico, mas as mamães adoram!

Com muito carinho

Uma titia encomendou para o dia das crianças. Sobrinhas de sorte!

Um bombom charmoso e delicioso de morango e o outro de, hummm, brigadeiro...

Atendendo a pedidos, trufas de limão para um casamento

pequenas amostras de alegria! Trufas e bombons de especiarias

Hummm... trufas...

Para ficar melhor... trufas por dentro

Brownies!!!

Bravo!!!

Pães de mel... divinos!

De maracujá e de brigadeiro com ganache

Esta mini encomenda voou para a Bahia!

E o queridinho de todos: o Sr. Red Velvet!!!

Com recheio e cobertura de creme de baunilha à base de cream cheese






















Mindá doces! Por que este nome???



          Acredito que todas as pessoas são carentes, mas acredito mais ainda que aqueles que cozinham por prazer são mais. Eles, ainda que sejam tímidos, querem elogios, reconhecimento e o carinho daqueles que os cercam. Por várias vezes testei receitas que nem gostava, mas queria ver como ficava, se dava certo, se as pessoas iriam gostar. E depois que terminava, eu sentava diante da pessoa e esperava que ela comesse e desse o tão esperado parecer. Hoje em dia eu diria: que desse o "feedback". Lembro da minha irmã comendo extasiada o "quindim de iaiá" e eu que não gosto de quindim...


          Voltando ao assunto dos elogios, às vezes quando eu fazia algumas coisas, minha irmã pedia para levar para a faculdade, para dar a alguns amigos. Primeiro eu me fazia de difícil, dizia que não ia dar, que tinha pouco, mas como eu gostava dos elogios (que eu sabia que viriam), preparava o "farnel" com as guloseimas. E foi assim que, já na era do facebook, depois de comer algum doce preparado por mim, um amigo de minha irmã (hoje em dia meu amigo também), "apareceu" no bate-papo pedindo: "mindá doces!", ou então ele escrevia: "moça, mindê um doce!" E eu achei aquilo muito divertido, porque me remetia à infância e por isso tinha uma leveza. Achei o máximo, porém nem cogitava vender meus doces, até que no primeiro semestre deste ano (2012) rolou um: "E se..."

          Foi aí que comecei a pensar nisso pra valer e para iniciar um, mesmo que pequenino, negócio, precisamos de um nome, então, de repente, como se não pudesse ser de outra forma, me veio à mente como num letreiro luminoso: "Mindá doces!"

        Obrigada ao amigo William Schneider, por, além de dar o nome sem saber, ter ficado tão feliz com minha escolha.

Porque fugir do que se gosta não é o melhor caminho...

 Por que fugir do que se gosta?
Desde pequena eu gostava de cozinhar. Sempre por prazer, pois a rotina, aquilo que se TEM QUE FAZER... hum, dessa eu não gosto não! Se não me engano, a primeira receita que tomei nota foi de uma cobertura de bolo de cenoura de uma amiga de minha mãe, Bela. Ela fazia um bolo daqueles tradicionais, que a cobertura era de açúcar e não de leite condensado. Depois veio o "Note e Anote", o programa apresentado pela Ana Maria Braga na TV Record, que durava a tarde inteeeira e eu brigava com minha mãe por deixar a TV ligada naquele programa chato, pelo menos para mim. Mas isso foi até eu ser pega por um culinarista e suas receitas especiais. Como se fosse hoje, lembro do Álvaro Rodrigues ensinando a fazer uma deliciosa torta de limão, daquelas que quando você aprende a fazer, sente uma pontinha de vergonha por já ter dito que achava uma delícia a tal que leva só uma camada de recheio e uma pataca de merengue em cima, rs. Mas o Álvaro... nossa, super cuidadoso, super atencioso (mesmo pela tv) e ele é daqueles tipos seguros, que passam dicas, truques, segredos, pulos do gato e bizús e suas receitas são do tipo que você pode e deve fazer de olhos fechados, pois VÃO DAR CERTO! E se der errado, saiba que o problema foi do clima, do fermento ou da azeitona, mas nunca, NUNCA da receita do Álvaro, pois ele, meus caros, não erra.
E desde que o conheci (reforçando que somente pela TV, infelizmente) que me vi envolvida nesse mundo de receitas e eu tinha uns 12, 13 anos de idade. Lembro do meu pai que não aguentava mais ver bilhetinhos na geladeira, pedindo que ele deixasse R$ 5 ou R$10 em casa para que eu comprasse o que estivesse faltando para por em prática alguma receita nova. Ah, sim, "comprar o que estivesse faltando", isso era bem comum, pois lá em casa não tínhamos uma despensa muito farta... a verdade é que nem tínhamos despensa... E inclusive por conta disso deixei de fazer muita receita, por ser mais cara. Também lembro de quando trabalhei no "Censo 2000" e logo que ganhei meu pagamento, quase R$300 (acredite, na época era um bom valor), corri para o supermercado: com notinha na mão, comprei os ingredientes da "Trança aos 4 queijos". Esta era uma das receitas que eu nunca tinha feito porque era cara demais para minha realidade. Pela primeira vez na vida comprei e experimentei gorgonzola e gastando quase R$50, comprei tudo o que precisava e fiz a receita que até hoje provoca briga em família e desperta o lado mais egoísta do ser humano, pois todos querem guardar o pedaço maior para comer depois, rs. Quem lê pensa que é uma família de obesos, mas não, exceto eu, são todos "normais".
Com o tempo fui crescendo e cada vez me aprimorando mais e testando receitas, umas mais gostosas do que as outras. Já aceitava "trair" o Álvaro e tinha receitas dos mais diversos culinaristas. Mas com tanta comida, minha luta contra a balança piorava e sempre fui acima do peso, do tipo "cheinha", daquelas que as pessoas falam: "ah, mas você não é gorda", ok, mas nenhum 40 ou 42 cabia em mim e por causa disso, quando um tio quis pagar um curso completo (no Senac) para mim, eu pensei: "não dá, se eu seguir nessa vida vou virar uma bola!" "e definitivamente não quero isso para mim". Juntando esse motivo principal a alguns outros, não aceitei a oferta e comecei a fugir daquilo que mais gostava de fazer. Certa vez enrolei TODAS as minhas pastas e também os cadernos de receitas com papel pardo e amarrei com barbante, me proibindo assim de querer fazer qualquer coisa. De fato, foi quando consegui levar uma dieta adiante e emagrecer consideravelmente. O tempo foi passando e como comecei a trabalhar, não tinha mais "saco" para fazer nenhuma receita, queria tudo pronto, mas vez ou outra fazia algo e no trabalho mesmo, em datas especiais presenteava os colegas com trufas (do Álvaro Rodrigues) ou brownies (do... Álvaro Rodrigues) e todas as vezes as pessoas elogiavam muito e diziam: "por que você não faz para vender?" e de tanto ouvir isso e de ver que mesmo fugindo da culinária minha briga com a balança continuava, resolvi, ainda que muitos anos mais tarde, ouvir os conselhos e atender aos pedidos. Cá estou, humildemente, com muita dedicação, carinho e preocupação com o resultado de tudo o que ofereço aos meus clientes. Mindê um pedido e eu te dou um pouco de alegria!